Proposta/Você no Papareia

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O Papareia é uma "ação entre amigos".
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Seus objetivos são recordar fatos, situações, lembrar de pessoas, inventar um pouco, bajular descaradamente nossos ídolos, contar mentiras verdadeiras e verdades mentirosas, disseminar lendas urbanas montando lenta e divertidamente o retrato de uma época, celebrando nossa cidade e os "guris" que somos até hoje.
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Todos são bem-vindos, pois aqui não tem redator-chefe. A única coisa que pedimos é que não esqueça o seu bom humor.
Quem tiver algo a dizer, faça seus comentários no local próprio.
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Fiéis aos nossos princípios de bajular os nossos ídolos, escolhemos para patrono o inimitável Aparício Torelly - vulgo Barão de Itararé, nosso ilustre conterrâneo, que volta e meia será aqui citado.
Estará em boa companhia, pois Carlos Nobre, Leon Eliachar, Stanislaw Ponte Preta, Millôr Fernandes, Luis Fernando Verissimo, Groucho Marx, Joãozinho (O Monstro), Bocage, O Papagaio, Juquinha e outros tantos desfilarão por aqui, alimentando nossa alegria. Assinada, Paulo Edison, Dadinho, Odilon.
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Divirtam-se...
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Para quem aprecia “lembrar as lembranças”, vivências ou sei lá que nome dar, vou contar algumas historinhas para vocês.
Em julho de 2002, Odilon Coimbra Lucas de Oliveira – filho da Da. Eunice e irmão da Elaine [moradores da Benjamin entre Vitorino e Câmara] - (e casado com a Sileca – Shirley, filha do Prof. Loréa) [moradores da Cotegipe na frente do Estádio], começou a trocar e-mails com seu irmão/amigo de infância e colégio Paulo Edison de Melo Pinho.
E começaram a lembrar coisas, cavoucar cada vez mais pra trás, etc. Paulo Edison pedia muito a ajuda do cunhado Dadinho (Luiz Eduardo Miller de Oliveira).
Neste meio tempo, em fins de agosto de 2002, Odilon – morando no Rio de Janeiro há mais de 30 anos – foi apresentado por um amigo ao tal Blogger.com. Dadinho, louco por retratos, começou a ativar as lembranças deles com fotos do arsenal do pai dele. E aí a coisa embolou de vez. Paulo Edison foi entrevistado pelo Jornal Agora, reportagem de 16-setembro-2002.
Eu vi a reportagem e me encantei. Lá pelas 23 h, terminando um trabalho, chamei a mãe e disse: “Olha aqui – eu que nem sei o que é Internet, só e-mail, vou ter que entrar: só tem o que eu gosto – fotos e causos”. Desligamos o computador às 02 h da madruga. E nunca mais nossos dias, noites, etc. foram os mesmos.
Comecei a colaborar com “fatos e coisas de antanho” – herança dos papos de meu pai com a Lolóia Robinson, e muitas fotos. A propaganda de boca se multiplicou, em novembro já eram centenas de pessoas entrando no Papareia e deixando suas histórias, mandando suas fotos, etc. Fui nomeada Repórtera!
E minha mãe, assídua nos tira-teimas de datas e de fotos, foi denominada a Matriarca do Papareia – logo a intimidade abreviou para Matri. E até hoje, assim ela é chamada carinhosamente por todos: MATRI.
Nesta época Odilon começou a querer uma “Musa” para o Blog. E lançou o nome de Ruth Py Daniel, colega do Lemos e – por unanimidade dos participantes – moça linda, prendada, querida, etc. Mas a moça não aparecia. Ninguém sabia onde se encontrava. Começaram as buscas, e nada.
Eu, como não conhecia a dita cuja, lancei o nome da Vera Mendes – ex-Rainha da Festa do Mar. Mas no reloginho que existia na época só dava Rutinha. Depois Odilon me contou que eles clicavam a toda hora no nome da Rutinha.
Em novembro começaram a perguntar por muita gente que já havia falecido. E naquela semana faleceram o Prof. de Química do Lemos e da Engenharia – Irineu Souza e o Mr. Yoso (Saul da Silva). Daí berrei: NO PAPAREIA NINGUÉM MORRE, PERDE E-MAIL. E a coisa pegou mesmo, tanto é que até pessoas que nunca entraram no Papareia adotaram o termo – “Fulano perdeu e-mail”.
Meados de dezembro Odilon foi fazer check-up pré-operatório. Tava tudo errado. Todas as taxas altas. Mandou e-mail tipo “se despedindo”. Melhorou, operou, estava com alta e... coma profundo. Baita zebra. Perdeu e-mail dia de Natal. E aqui foi enterrado, com bandeira do Lemos, Regatas e parece que com a do Rio-Grandense. Não sei ao certo, não estava presente. Mas de vez em quando levo uma florzinha lá na casinha...
O Papareia parou no ar. Eu estava viajando, e de lá mandei um e-mail “Assuntos Internos” para Dadinho e Paulo Edison. Não aceitava a parada do Papareia, e me colocava à disposição para o que necessário fosse. Afinal, já havia recebido do Odilon a função de Repórtera.
Enquanto isso, com a presença da Sileca e da filha Isabel ainda aqui em Rio Grande, na casa do Tony Baptista, cunhado do Odilon, a Sileca implorou que não parassem com o Papareia, que era a vida do OD, etc... Dadinho estava presente. Ninguém sabia como acessar o Blog – só o OD fazia isso. Mas a Isabel sabia a senha, e... no instante que estão aprendendo como funcionava a coisa uma nova mensagem estava entrando: era o Tonio Altmayer, também com a mesma idéia de que o Papareia não podia parar.
E então se seguiu a saga com nossos poucos recursos de informática.
Eu, maniática em organização, gravava tudo. Desde setembro/2002, gravei tudo. E graças a esta minha loucura, o Papareia renasceu novamente – pois Dadinho clicou no botão errado e sumiu com o Papareia. Corre pra Vetorial, manda os CD’s e... OK, o Papareia está no ar novamente.
Lá pelo dia 10 de janeiro, Paulo Edison recebe um e-mail: “(...) sou eu mesma, estou em Paris há 28 anos, etc...”. Era a Musa Rutinha. Estava procurando algo na Internet, quando viu aquilo: “Rutinha, Musa do Papareia”. E ao clicar, quase enfartou. Desde novembro estavam procurando por ela, e nada. E ela achou o Papareia assim, do nada.
Iniciam as trocas de e-mail, ela dando uma baita força no quesito “retratos” – recortava gente, montava, enfim: pintava e bordava com o que escaniávamos por aqui. Virou diarista do Papareia, e dos “Assuntos Internos” – e-mails não publicados no Blog – e Embaixadora do Papareia em Paris.
E assim fomos crescendo, perdemos o controle dos acessos, aparecia gente do Japão, da Itália (Jim Porto), de Portugal (Maria Luiza Ávila Pereira – que virou Embaixadora de lá), dos Estados Unidos (Bayard Wise) e desse Brasilzão. Foram nomeados vários Cônsules, e a denominação de SAE – Sócio Atleta Enrustido àqueles que só raramente davam palpite, mas pelas ruas da cidade só falavam no Papareia. Mais tarde apareceram os SAF (Sócio Atleta Fresteador) – aqueles que só “fresteiam”, mas não escrevem nada.
Em junho (2003), festa surpresa da família pelos 50 anos do Dadinho. Lá pelas tantas o Tony resolve ler uma mensagem que a Rutinha mandou. Esqueceu os óculos, passou para o Paulo Édison a missão. Esse se fez de nervoso (e o pior é que estava mesmo), e resolveu a parada: - Pessoal, deixa a Rutinha mesma dar a mensagem... Pois a danada se mandou de Paris e aqui ficou por uma semana. Não vinha há 28 anos a Rio Grande!
Um ano depois, um porto-alegrense assíduo do Blog – Vilmar Cadaval, me pergunta por e-mail se conhecia certos nomes. Eram todos os 10 irmãos de minha mãe. E-mail vai, e-mail vem, foi uma senhora que disse ter morado muitos anos aqui. A mãe quis saber o nome e não deu outra: Rosaura Rolim, amicíssima dela, e não se viam há 58 anos. Um mês depois tínhamos (a mãe e eu) que ir a São Paulo para assistir à defesa de tese de doutorado de meu irmão menor (agosto, 2004). Armei tudo com o Vilmar e fizemos o encontro das duas no aeroporto de Porto Alegre, sem a minha mãe saber. Gente, foi emocionante! Elas se tocavam, se abraçavam, faziam um monte de perguntas “daquela época”, foi algo indescritível.

Como tenho um notebook, este virou a ”Sala de Redação” – tudo sai daqui. Dadinho aparecia quase que diariamente para fazer as atualizações, publicações de fotos, etc. O pessoal traz fotos para escanear, manda por correio, devolvo, e tudo fica em paz. O trabalho aumentou tanto, que em 2005 tive que fazer uma “vaquinha” via Papareia para comprar uma multifuncional, porque depois de verem fotos destruídas serem “maquiadas”, pedem uma cópia. A adesão foi de 100%. E hoje nosso acervo fotográfico beira mais de 55.000 fotos e documentos.
Enquanto isso, vários reencontros foram surgindo por intermédio do Papareia. E fomos fazendo encontros não virtuais: um no Hotel Atlântico no Cassino (37 apareceram), um mocotó no Mercado (15), pastéis no Mercado (37), chopezinho no Cassino (19), enfim: de vez em quando a gente inventa e programa um “Encontro dos Papareias”. E já completamos o 69º Encontro do Papareia – este foi o I Enpapa-Poa, até um Papa-fila fez bate-volta com o pessoal daqui.
Certa vez apareceu uma pessoa aqui para me pedir uma tradução de um documento. Prometi para dois dias depois. Só que o nome do documento não me era estranho (Tietzmann). Quando ela veio buscar perguntei quem era – disse ser marido dela, que estavam há muitos anos na Califórnia mas com vontade de retornar. Que mantinham contato com alguns amigos, inclusive com um Blog chamado Papareia, que muito os ajudou na decisão. Dadinho estava aqui, de costas para ela, atualizando o Blog.  Eu comecei a suar frio. Perguntei mais algumas coisas e ela começou a fazer baita propaganda do Papareia – quando interrompi e disse que ela estava na Sala de Redação do Papareia. Ela ficou durinha... Perdeu o E-mail agora em fevereiro/2011.
Fora muitas pessoas que “agendam” visitas para ver como funciona, sem falar no característico cafezinho com vovó sentada volta e meia citado no Blog. É obrigação do visitante ser fotografado com o notebook mostrando o Papareia, e o vidro dos biscoitos ao lado.
Em março de 2005 apareceu o irmão de uma amigona de minha juventude, que não via há 33 anos. Quando veio a Rio Grande logo apareceu na Sala de Redação com fotos, etc. Consegui o endereço dela, trocamos e-mail, passamos para o MSN e em setembro/2005 passei meu aniversário com a Lourdes Helena Frediani: 33 anos de saudades. Foram 12 dias espetaculares em Vila Histórica de Mambucaba, Angra dos Reis. Em setembro de 2007, lá fui eu novamente passar 10 dias com a Lourdes, agora em São Luiz do Maranhão.
E por aí vai...
Mas o mais importante, para a mãe e para mim, foi receber esta família maravilhosa do Dadinho: Flora, Lipe, Gordo e Paulinha, casada com o Florianinho II e mãe do Florianinho III. Primeiro a mãe adotou o Dadinho como filho – até hoje me comove ver os dois conversando: parece que ela está conversando com meus irmãos mesmo. Depois o Gordo me adotou como “segunda mãe”- e eu assumi. Daí a Paulinha meu deu o “Sobrinho Neto”, e hoje é assim: Dadinho tem a chave de nosso apartamento, de nosso coração.
Esta é uma parte da história que o Papareia fez. Muitas outras são sabidas, outras tantas ainda estão por vir. 
Por isso é que digo: não deixem de acessar o Papareia – vale a pena (quando a alma não é pequena...) – e... VIVA A VIDA!
Isso foi escrito há muitos anos, hoje já contabilizamos 77 encontros (até no Rio de Janeiro – o ENPAPA-RIO) e o novo endereço é:

4 comentários:

suzy disse...

Estarei rente que nem pão quente...abraços suzy

jair Albuquerque disse...

salve papareia, viva o papareia

Ana Lima disse...

Mamélia, descobri que haverá um encontro em 2 de setembro...estou morando em Floripa agora ...um pouquinho mais longe que Porto Alegre...mas de qq maneira irei organizar minha logística...saudades de vcs !!! Ana Lima

Papareia disse...

"Descobriste" porque eu postei no Gostinho de Infância...